O LADO MAIS HUMANO DA TECNOLOGIA

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Existem infinitas formas de o ser humano se comunicar e a fala é considerada a mais eficiente delas. É justamente por isso que quando alguém não pode falar – ou ouvir – a comunicação fica tão prejudicada.

Durante muitos anos, casos de surdez – acompanhados de dificuldades de fala e de outras formas de expressão – comprometeram a vida social dos deficientes auditivos, até que no final do século XIX e início do século XX o trabalho conjunto dos dois grandes inventores Alexander Graham Bell e Thomas Edison resultou nos primeiros aparelhos auditivos.

De lá para cá, a Revolução Industrial, a ciência, a tecnologia e a internet tornaram a vida do deficiente auditivo mais fácil e menos isolada, não só aperfeiçoando os aparelhos auditivos, mas também lançando outras ferramentas que possibilitam a interação, a troca de mensagens em diferentes níveis e a inclusão dos deficientes auditivos.

Em 1973, o governo norte-americano lançou o “Closed Caption” (aquele botão CC do controle remoto), que hoje é conhecido como TV legendada. Em letras maiúsculas, em cima de uma tarja preta, os textos são criados especialmente para pessoas com deficiência auditiva, por isso descrevem, além das falas, ruídos ou sons do plano de fundo de toda a programação, ao vivo ou gravada, jornalística, de entretenimento ou propagandas.

Em uma versão ainda primitiva do que entendemos como tecnologia móvel, os pagers mudaram de vez a maneira das pessoas se comunicarem no final da década de 1990, e atualmente as aproximadamente 360 milhões de pessoas em todo o mundo – 9,7 milhões só no Brasil – que são surdas ou têm alguma deficiência auditiva, contam com smartphones, tablets e aplicativos que garantem que façam praticamente tudo o que a comunidade que pode ouvir faz.

Se o telefone foi um avanço, por permitir conversar em tempo real com pessoas em qualquer lugar mundo, os aplicativos de chamadas de vídeo foram uma verdadeira revolução para os deficientes auditivos. Por meio do Facetime, do Whatsapp e do Skype, por exemplo, a comunicação via Libras (Língua Brasileira de Sinais) é possível e eficaz, já que a expressão facial e até mesmo a leitura labial têm muito peso nesse processo de comunicação.

Para melhorar ainda mais, o Hand Talk surgiu para driblar uma dificuldade real entre os deficientes auditivos: como aprendem a Libras como idioma oficial, muitos acabam não estudando a língua portuguesa e não conseguindo utilizar mensagem de textos e e-mails para facilitar sua comunicação, então, por meio de um assistente pessoal, o Hugo, o programa “traduz” imagens e textos para a linguagem de sinais.

Com um sistema semelhante, o ProDeaf faz a tradução de imagens e textos, mas seu diferencial está na capacidade de captar frases faladas e transformá-las em linguagem de sinais. A mesma empresa desenvolveu a solução conhecida como WebLibras, que transforma o conteúdo de sites em linguagem de sinais.

Disponível apenas para a língua inglesa, ainda, o Uni, da MotionSavvy, utiliza a tecnologia LeapMotion, que rastreia os movimentos dos dedos com duas câmeras e projeta imagens dos gestos num ambiente virtual 3D. O sistema traduz o gesto para um discurso falado e a tecnologia de reconhecimento de voz transforma o áudio em texto.

Como vimos, a tecnologia se empenhou em encontrar soluções e derrubar barreiras para os deficientes auditivos, mas ainda há muito o que fazer. Apesar de consideradas ultramodernas, algumas tecnologias são totalmente excludentes, é o caso dos sistemas ativados por comando e reconhecimento de voz, como a Siri, por exemplo.

Conectividade e Autonomia

Mesmo com todos os recursos que falamos, as conversas em grupo são particularmente difíceis para as pessoas com deficiência auditiva. Isso porque a tecnologia dos aparelhos auditivos tende a focar em apenas uma pessoa e não tem velocidade nem precisão para acompanhar o dinamismo de uma conversa com vários interlocutores.

No entanto, o fabricante Oticon lançou a linha de aparelhos OPN, com diferentes canais de recepção de som e processamento 50 vezes mais rápido, permitindo uma comunicação eficiente e natural em ambientes complexos. Além disso, o aparelho fornece conectividade simples e fácil com smartphones da plataforma iOS, transformando os aparelhos auditivos em fones de ouvido.

Vídeo: Conheça a linha OPN da Oticon

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